CAMINHADA DA INCLUSÃO

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“O ser humano não pode ser definido por sua deficiência. Seu direito é igual ao de qualquer outra pessoa”. Essa foi a frase que mais ressoou durante as ações da VIII Semana Municipal de Luta da Pessoa com Deficiência, principalmente na Caminhada Inclusiva, realizada ontem, dia 21/09, que reuniu mais de 100 participantes entre pessoas com deficiência e suas famílias, organizações da sociedade civil, membros de conselhos de direitos, atiradores do Tiro de Guerra e população em geral.

Cartazes, faixas e muita alegria agitaram a caminhada que percorreu a rua Governador Pedro de Toledo, passando pela São José até chegar na praça José Bonifácio onde, além do encontro, contou também, com homenagens, apresentações musicais e culturais e massoterapia.

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Um dos participantes da caminhada foi Lucas Alexandre, 23 anos, conhecido por ter um canal no YouTube chamado Lucão, o Mensageiro. “Acho importante essa ação. Ela nos dá visibilidade e passa a mensagem de que, apesar de nossas limitações enquanto pessoas com deficiência, podemos ser e fazer aquilo que quisermos”.

“Nossa ideia é sempre buscar que as pessoas tenham acesso a todos os lugares. O principal objetivo é que pessoas com deficiência estejam no lugar que elas queiram estar”, enfatizou a coordenadora do Comdef, Elisangela Oliveira.

Presente no evento, a secretária da Smads, Euclidia Fioravante, falou sobre o apoio que a Pasta está dando para o Comdef e organizações sociais que trabalham com as pessoas com deficiência. “Queremos, cada vez mais, alcançar a garantia dos direitos e igualdade de oportunidades”.

AÇÕES NA SEMANA DE LUTA – Ao todo, mais de 400 pessoas participaram nas ações realizadas essa semana. O seminário de abertura, intitulado Sobre Pessoas, foi o start para as demonstrações do quanto a pessoa com deficiência não pode ser definida por sua limitação. Claudio Aleoni Arruda contou sua trajetória de vida e as experiências que o levaram a se tornar escritor e palestrante. “A deficiência não me abalou em nada, pelo contrário, me mostrou que a determinação e a força de vontade podem me levar mais longe. Em toda a minha vida, busquei crescimento profissional, cursos de capacitação e hoje sou um empreendedor”, contou com orgulho.

Márcio Domingues, 39 anos, também contou a sua história. “Perdi minha visão por um descolamento de rotina há sete anos e confesso que eu e minha família demoramos para aceitar a condição. Hoje sou membro do Comdef, massoterapeuta e acabei de me formar no Senac, no curso de reflexologia; sou usuário da Avistar onde trabalho na recepção”.

“A falta de acessibilidade nos locais é um problema. Desde pequena, sempre procuro locais para conhecer, mas, infelizmente, nunca tem intérpretes. Precisamos nos fortalecer e lutar por nossos direitos para que a acessibilidade seja uma realidade”, ressaltou Gisele Milhomem, usuária da Assupira. César Nascimento, bancário e membro do Comdef também falou sobre as dificuldades que encontrou em sua trajetória trabalhista.

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