Manual de Prevenção Quedas.

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Saúde oferece 60 postos de vacinação no Dia D contra a Gripe

Vacina Gripe 2015dSaúde oferece 60 postos de vacinação no Dia D contra a Gripe

Autor: Texto e fotos: Rodrigo Guidi – MTb 37756

A Secretaria Municipal de Saúde irá oferecer 60 postos de vacinação neste sábado, 9 de maio, Dia D de Vacinação contra a Gripe. No total, cerca de 300 profissionais da Pasta irão trabalhar das 8h às 17h para imunizar as pessoas com indicação.

Devem receber a vacina, que tem dose única, crianças com idade entre seis meses e cinco anos incompletos, idosos, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), além de trabalhadores da saúde, pessoas com doenças crônicas, indígenas, população carcerária e funcionários do sistema prisional.

A meta do Ministério da Saúde é imunizar 80% do público-alvo. Em Piracicaba, devem ser vacinadas cerca de 63,6 mil pessoas. A campanha teve início na segunda-feira (4) e prossegue até o dia 22 de maio em todas as unidades de saúde.

Programada para o próximo sábado (16), a campanha na Zona Rural contará com 63 postos de vacinação (entre fixos e volantes). A vacinação de acamados e nas instituições será realizada no domingo, 17 de maio, com dez equipes volantes.

Confira a relação dos postos de vacinação que irão funcionar das 8h às 17h deste sábado no Dia D:

CRAB Novo Horizonte

PSF Javari

UBS Jupiá

CRAB Piracicamirim

PSF Mario Dedini 2

UBS Pauliceia/Coreia

CRAB Santa Teresinha

PSF Monte Líbano 1

UBS Planalto

CRAB Vila Cristina

PSF Monte Líbano 2

Carrefour

CRAB Vila Rezende

PSF Santa Rosa 1

Estação do Idoso

PSF 1º de Maio

PSF São Francisco

Padaria Razera

PSF Algodoal

PSF São José

Pão de Açúcar

PSF Boa Esperança 1

PSF Serra Verde

Pça Matriz Vila Rezende

PSF Boa Esperança 2

PSF Sol Nascente

Praça José Bonifácio

PSF Bosques 1

PSF Tatuapé 1

Praça Takaki

PSF Cecap

PSF Tupi

Sup. Delta Vila Monteiro

PSF Costa Rica

PSF Vila Fátima

Supermercado COOP

PSF IAA 1

PSF Vila Industrial

Sup. Delta Areão

PSF Itapuã 1

UBS Alvorada

Supermercado Enxuto

PSF Itapuã 2

UBS Ártemis

Supermercado Extra

PSF Jaraguá 1

UBS Balbo/Pq. Piracicaba

Supermercado Ideal

PSF Jd. das Flores

UBS Caxambu

Supermercado Jaú Serve

PSF Jd. Gilda

UBS Centro

Supermercado Walmart

PSF Jd. Oriente

UBS Esplanada

Terminal Central

PSF Jd. Vitória

UBS Independência

Terminal Vila Sônia

Conferência Municipal do Idoso reúne mais de 100 pessoas

Público do dia 25-04-2015 -  1ª Conferência do Idodo Piracicaba.Conferência Municipal do Idoso reúne mais de 100 pessoas

Data: 29/04/2015
Autor: Flávia Silva Perez Mtb 43.882
Fonte: Semdes

O Conselho Municipal do Idoso (CMI) em parceria com a Prefeitura do Município de Piracicaba realizou no último sábado (25), a
1ª Conferência Municipal do Idoso, com o tema “Protagonismo e Empoderamento da Pessoa Idosa: Por um Brasil de todas as idades”. O evento integrou a I Conferência Municipal Conjunta de Direitos Humanos.

O objetivo do evento foi fortalecer a participação do público da terceira idade, propor diretrizes, além da discussão das propostas, e encaminhamento à Conferência Estadual do segmento.
Durante o credenciamento, os participantes prestigiaram um repertorio encantador de canções saudosas do coral “Cante outra Vez”. O coral da Estação Idoso é composto por 50 coralistas da terceira idade.

Na solenidade de abertura foi feita a leitura do Regimento Interno e, em seguida, passado a palavra aos componentes da mesa: o presidente da Câmara de Vereadores, Matheus Erler, do presidente do Conselho Municipal do Idoso, Nelson Ladeira, representante da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, Lúcia Santini, representante do prefeito de Piracicaba, João Francisco de Godoy – secretário de Esportes, representante da procuradoria, Dra. Janete Soares e representante da Secretaria de Saúde.

O presidente do Conselho, Nelson Ladeira, falou sobre a importância de buscar novas políticas públicas, lutar pelo cumprimento das leis e reivindicações dos direitos da terceira idade e também para os jovens, que serão os idosos de amanhã.
A secretária de Desenvolvimento Social, Eliete Nunes, esteve na Conferência para falar sobre a importância da realização. “Desde que iniciamos essa gestão, temos buscado fortalecer os Conselhos Municipais para as reivindicações necessárias para os idosos, crianças e adolescentes, pessoas com deficiência e o público LGBT”, disse.
Para abrir as atividades, a palestrante Dra. Gisleine Scavacini de Freitas abordou o tema da Conferência de forma expressiva e dinâmica, provocando no público, a efetiva participação na elaboração das propostas durante as discussões dos eixos: Gestão (Programas, projetos e ações); Financiamento (Fundo do idoso e orçamento público); Participação (Política e no controle social). Ao final das discussões foram votadas as propostas para o segmento idoso e as de Direitos Humanos.
O Conselho Municipal do Idoso é um órgão consultivo, deliberativo e fiscalizador da política municipal do idoso. É formado por membros do governo municipal e sociedade civil.
Conheça as propostas elaboradas na 1ª Conferência Municipal do Idoso
- Eixo 1: Gestão (Programas, projetos e ações).
Municipal
– Implementação das Práticas Integrativas (medicina alternativa) e complementares no SUS.
Estadual
– Construção dos centros dia do idoso, um em cada região da cidade contemplando as cinco regiões de Piracicaba.
Federal
– Que seja revista à liberação e o estabelecimento do empréstimo consignado.
- Eixo 2: Financiamento (Fundo do idoso e orçamento público)
Municipal
– Foi proposto a criação do fundo municipal do idoso que visa implementar os projetos das entidades que trabalham com este segmento no nosso município de Piracicaba.
Estadual e Federal
– Destinar uma porcentagem de verbas federais e estaduais para os serviços de média complexidade de assistência social como centros dia, e aumentar os recursos destinados ao serviço de atendimento de alta complexidade, como instituições de longa permanência para idosos.
- Eixo 3: Participação (Política e no controle social)
Municipal.

– Criar mais cinco NASI (Núcleo de Assistência a Saúde do Idoso), sendo um em cada região: Sul, Leste, Oeste, Centro e Zona Rural, esta itinerante.
– Criação de Centro de Convivência do Idoso, servindo-se de espaços públicos e privados, que queiram aderir ao projeto.

Contato Prefeitura: Tel. (19) 3403-1000
Rua Capitão Antônio Corrêa Barbosa, 2233 – Chácara Nazareth – Piracicaba/SP.

Agradecimento aos Conselheiros e Colaboradores da I Conferencia Municipal do Idoso de Piracicaba

ABERTURA CONFERENCIA DO IDOSO 2015

Saldo I Conferência Municipal do Idoso

Saldo da I Conferencia Municipal do Idoso de Piracicaba

– Nº de delegados: 38
– Nº de participantes: 105

Dentre os participantes:
Lar dos Velhinhos, Lar Betel, Associação Eclética, Estação Idoso, Sindicato de Alimentação, Grupo de Terceira Idade São Pedro, Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, Secretaria Municipal de Esportes, Lazer e Atividades Motoras, Seleção Piracicabana da Terceira Idade, IPASP, Grupo Habilidosos, Grupo Jupiá, Câmara de Vereadores, Viva Melhor, SESC, Prefeitura Municipal de Engenheiro Coelho, Clinicar Ocupacional, Mais Vida, CLAP, Casa Bonsai, Pastoral da Saúde, Conselho Municipal da Saúde, Sociedade Civil.

Representantes eleitos para a Conferencia Estadual: 2 Delegados da sociedade civil e 2 suplentes.

Agradecemos a participação de todos os envolvidos.

Abertas as inscrições para a I Conferência Municipal do Idoso de Piracicaba

Estão abertas as inscrições para a Conferencia do Idoso de Piracicaba

Os interessados devem ligar para o telefone (19) 3434-0461 / 3434-7137 ou mandar um email para cmi@piracicaba.sp.gov.br contendo as seguintes informações:

– Nome,

– Telefone,

– Email,

– E se representar alguma entidade, grupo ou orgão, favor indicar

Será necessário também, sabermos se os inscritos querem participar como delegados, ou ouvintes, sendo que a diferença entre estes são:

Delegados: terão direito a voto, voz e a se candidatar a representantes deste município na conferencia estatual. Estes devem representar algum grupo, orgão ou entidade relacionada ao idoso.

Ouvintes: terão direito somente a voz. Estes devem representar qualquer segmento da sociedade, sem distinção. Não é necessário ser representande de alguma classe

I CONFERÊNCIA MUNICIPAL DO IDOSO DE PIRACICABA

folheto conferencia IDOSO

Os déficits de visão e de audição ‪#‎qualidadedevida‬ ‪#‎direitodoidoso‬

VISÃO

A visão sofre alterações, o que leva a maioria dos idosos à necessidade de usar óculos para enxergar coisas de perto. Existem alterações importantes como, por exemplo, dificuldade para distinguir as cores e a profundidade dos objetos, contribuindo assim para possíveis quedas ao chão.
Algumas doenças dos olhos são mais freqüentes em idades mais avançadas, como o glaucoma e a catarata. São doenças crônicas que podem levar à cegueira, se não forem tratadas a tempo. Todo o cuidado, então, já que não sentem nada na visão por um bom tempo. Por esta razão, o idoso deve ir ao oftalmologista, anualmente. Importante salientar que não há contra-indicação para a cirurgia de catarata, por causa da idade. Em qualquer etapa da vida, mesmo com mais de 90 anos, a pessoa pode se beneficiar com este tipo de cirurgia. Somente a presença de doenças e não a idade pode contra-indicar as cirurgias oftalmológicas.
CATARATA: embaçamento do cristalino, provocado pela idade, reduzindo a visão periférica, principalmente na parte da noite.
GLAUCOMA: pressão aumentada do globo ocular, que se não tratada pode afetar o nervo óptico, causando a cegueira.
AUDIÇÃO
A audição pode estar reduzida em aproximadamente 30% dos idosos. Essa alteração, na maioria das vezes, ocorre em razão do envelhecimento do sistema auditivo. Quando existe mais de duas pessoas ou se a televisão estiver ligada, o idoso estando presente pode não ouvir direito o que se está falando, mesmo sendo saudável. Outra causa relativamente fácil de ser diagnosticada e tratada é o acúmulo de cera dentro dos ouvidos. Se há dificuldade de audição, nem sempre adianta gritar. O idoso tem dificuldade de ouvir sons muito agudos e vozes muito finas.
A seguir, daremos algumas dicas para orientar os cuidadores e os idosos, em relação a perda auditiva:
Verificar se há cera acumulada e providenciar a sua retirada por profissional médico competente. Não retirar com cotonete ou qualquer outro objeto, pois pode empurrar ainda mais o cerume para dentro do ouvido.
Não gritar ao tentar se comunicar com o idoso, fique diante dele evitando muitos ruídos ou muita gente falando, de modo que ele possa entender as expressões de seu rosto e ler seus lábios.
Lembrar que existem outras alterações menos comuns que também afetam a audição, como os tumores e a infecções. Por isto, é necessário levar o idoso ao otorrinolaringologista (médico especialista em ouvido, nariz e garganta), sempre que houver perda de audição.
Em relação ao idoso com demência, lembrar que:
O cuidador deve permanecer sempre tranqüilo e falar de um modo gentil e amigável. Comunicar com frases curtas e simples, enfocando uma idéia ou uma opinião de cada vez. Dê tempo para o idoso entender o que lhe é dito.
Deve-se falar claro e lentamente, sem elevar a voz. Se for necessário, pode-se repetir palavras que expressam o mesmo sentido. Exemplo: tomar banho, lavar o corpo, entrar no chuveiro… Ao dizer nome, dê-lhe uma orientação: “Maria, sua filha!”, “João, seu vizinho!”
Procurar não discutir ou convencer o idoso, não partindo para conversas mais complexas, de difícil entendimento. Fale com simplicidade!

COMO AUMENTAR O CONTROLE SOCIAL SOBRE A POLÍTICA NACIONAL DO IDOSO? ‪#‎qualidadedevida‬ ‪#‎direitodoidoso‬

Primeiramente, é preciso reconhecer que o idoso é um cidadão de direitos e que ele mesmo pode e deve lutar por seus direitos. Por isso, a pessoa idosa deve aproveitar todas as oportunidades para aprender e perguntar sobre os seus direitos, discutir o Estatuto do Idoso, a Política do seu município, do Estado e do Brasil. Além disso, é importante participar de grupos ou reunir pessoas interessadas, conhecer as lideranças e os gestores das políticas do seu município e mobilizar a sociedade para defender suas ideias, influenciar a agenda do governo e indicar as prioridades. Neste sentido, a Conferência é uma excelente oportunidade para essa aproximação entre o idoso e/ou seu representante e aqueles do poder público e do governo.
CONSELHO MUNICIPAL DE IDOSOS de Piracicaba realizara a sua “Iª Conferência da Pessoa Idosa”, nas datas de 24, 25 e 26 do mês de abril de 2015.
Venha participar, sua presença será muito importante para nós todos.
Inscrições, programação e local serão divulgados nesta pagina e outras mídias da cidade de Piracicaba

O lugar do médico e o lugar de Deus #qualidadedevida #direitodoidoso

Em 13 de abril de 2010, entrou em vigor no Brasil o novo código de ética médica. Talvez a mudança mais importante seja a que diz respeito ao relacionamento entre os médicos e os pacientes terminais. Os profissionais continuam proibidos de abreviar a vida do doente, ainda que esse seja o desejo do paciente ou de seu representante legal. Ou seja: a eutanásia permanece fora de questão.
A partir desse novo código, porém, os médicos devem “oferecer todos os cuidados paliativos disponíveis sem empreender ações diagnósticas ou terapêuticas inúteis ou obstinadas”. Isso significa que eles estão autorizados, do ponto de vista ético, a praticar a ortotanásia. Ela é definida como a morte natural, sem interferência da ciência, sem uso de métodos extraordinários de suporte à vida (como medicamentos e aparelhos) em pacientes irrecuperáveis.
A diferença entre a eutanásia e a ortotanásia parece sutil, mas não é. Na eutanásia, o médico empreende uma ação (aplica uma injeção letal ou desliga o respirador, por exemplo). Na ortotanásia, ele não empreende uma ação. Ele deixa de agir. Em vez de insistir em medidas que aumentam o sofrimento do doente sem lhe trazer qualquer benefício, o médico permite que a doença siga seu curso natural.
Um exemplo: um paciente com câncer em estado terminal, sem possibilidade de cura, com metástases no cérebro e no pulmão sofre uma parada cardiorrespiratória. A atitude mais comum entre os médicos é reanimá-lo, entubá-lo e colocá-lo na UTI. Quem pratica a ortotanásia poupa o doente disso. Tem consciência de suas limitações. E de seu lugar.
O novo código não encerra a enorme discussão em torno do fim da vida. “Ele é um avanço porque respalda a atitude do médico do ponto de vista ético, mas não tem força de lei”, diz o geriatra Franklin Santana Santos, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. “O profissional que pratica a ortotanásia pode ser acusado de omissão de socorro ou de eutanásia e ir para a cadeia.”
Isso só vai mudar quando a ortotanásia for autorizada pela legislação brasileira. Um projeto de lei está em tramitação no Congresso. Talvez ele só seja aprovado quando os cidadãos estiverem mais educados a respeito de suas implicações. Para isso, a sociedade precisa perder o medo de falar sobre a morte. “Não adianta tentarmos discutir cuidados paliativos enquanto as pessoas fugirem do assunto morte“, diz Santos. “Desde crianças, ainda na educação infantil, deveríamos aprender a pensar sobre a morte da forma como ela é. Ou seja: como parte da vida.”
Quando lhe dizem que trabalha com um tema pesado, Santos discorda. “Não vejo nada de melancólico”. Com apenas 41 anos, o baiano risonho de Vitória da Conquista acumula uma experiência que lhe permite dizer isso com convicção. Passou quinze anos tralhando em UTI’s. Fez pós-doutorado no Instituto Karolinska, na Suécia, e formação complementar em Saúde e Espiritualidade na Duke University, nos Estados Unidos. Atualmente orienta pesquisas sobre cuidados paliativos na Faculdade de Medicina da USP.
Lançou recentemente o livro Cuidados Paliativos: Discutindo a Vida, a Morte e o Morrer (Editora Atheneu). A obra organizada por ele traz artigos valiosos de 38 colaboradores de várias áreas. Psicólogos, psiquiatras, enfermeiros, médicos, advogados, teólogos, assistentes sociais expressam suas visões sobre o assunto. Tive uma conversa com Franklin nesta semana. Por incrível que possa parecer, saí dela mais leve.
“O mundo – em especial o Ocidental – lida muito mal com a morte. Queremos ser jovens, bonitos e ricos. Falar sobre a morte significa assumir que esses três valores são efêmeros. E vazios. Quem se dispõe a encarar isso?”
A maioria dos médicos passa mais de seis anos na faculdade e não tem uma única aula para discutir a morte e o morrer. Escapa do assunto, assim como faz toda a sociedade. Há uma fuga generalizada da única certeza que podemos ter na vida. Muitos médicos lidam mal com doentes sem chance de cura. Afinal, isso os obriga, de certa forma, a lidar com o próprio fracasso. Diante dessa aflição, enchem o paciente de tratamentos inúteis. Ou fazem o contrário. Desistem totalmente do paciente que não podem salvar e investem toda a energia e os recursos nos que têm chance de recuperação. Esquecem que um médico pode fazer muito por um doente no final da vida. O que ele pode fazer tem pouco a ver com tecnologia. E muito a ver com respeito.
Acho que o novo código ajuda a redefinir o verdadeiro lugar do médico. A beleza dos cuidados paliativos é a ideia de aliviar o sofrimento quando já não é possível curar. Poucos profissionais no Brasil se preocupam com isso. E quando se preocupam ainda estão muito focados em aliviar o sofrimento físico. É preciso ir além.
“A dor espiritual é a maior de todas as dores”, diz Santos. “Por incrível que pareça, é a que menos conhecemos e na qual menos intervimos.” Um doente de frente para a morte pode ter grandes angústias espirituais. Quer saber se existe céu e inferno. Quer saber se vai reencarnar. O médico pode fazer muito por ele. Pode permitir a entrada de um pastor. Pode tomar o cuidado de não prescrever remédios ou banhos no horário em que o doente quer ir à missa na capela do hospital.
A espiritualidade vai além da religião. No fim da vida, um ateu também tem suas necessidades espirituais. Pode questionar suas ações, seu legado para a humanidade, seu papel nesse mundo. O médico que é capaz de percebê-las e respeitá-las é mais que um profissional. É gente de primeira grandeza.
Não acredito em céu. Não acredito em inferno. Não acredito em reencarnação. Mas sou capaz de compreender qual é o lugar de Deus na existência dos fiéis. A fé das pessoas – seja ela qual for – deve ser respeitada. Em toda a vida e, principalmente, no encontro com a morte. A falta de fé também.